Tem dias em que não nos agüentamos!
Aí queremos muito não mais pensar assim ou assado, reagir de tal ou qual modo, sofrer pelas MESMAS coisas, eternamente, sem solução.
Mas, como podemos ultrapassar esses sentimentos e sofrimentos se, sem nem percebermos, acabamos por enaltecer exatamente nossas limitações e fragilidades? Para que possamos não mais precisar de tal gatilho, de tal sofrimento, em primeiro lugar temos que realmente compreender que aquilo nos trava, e não nos faz “aparecer”. Para que a situação possa ser vista de frente, ela deve ser em princípio, aceita como possível de mudança.
Por exemplo. Como posso me livrar de um sentimento que me limita, mexe com a auto-estima, me torna magoável, até invejoso às vezes, se tenho como “princípio” a minha vaidade? Se gosto de gabar as comparações, acabo alimentando a minha própria insegurança com essa imagem distorcida da vida em volta. Portanto, não tenho como ter acesso aos nós da corda de minha estada nessa vida.
Só podemos acessar e limpar o que permitimos. Somos agentes e donos da nossa história, somente nós mesmos podemos resolver nossas dores.
Parece complexo? Experimente relaxar, liberar para o mundo o que parece sem solução. Assumindo, primeiramente, para si mesmo, a real incapacidade de compreender isto ou aquilo, experimente entregar o controle de suas dores para o universo, de verdade, de coração, de alma.
Quem sabe uma caminhada à beira da praia, você e Deus, conversando consigo mesmo, com o mar, com Deus, com seus protetores, abra o coração, sem reservas, sem censuras, SEM JULGAMENTOS. Experiemnte nesse momento “abrir as mãos”, permitindo PERDER o controle de seu destino, permitindo que o universo faça a sua parte e exista o movimento normal de evolução da vida, para que a próxima experiência possa chegar. Enquanto mantemos os punhos cerrados como DONOS de tudo que existe à nossa volta e mantendo , ou achando que temos, o total controle e responsabilidade por tudo, as coisas não tem como acontecer, o próximo passo não consegue ser dado, apenas quando nos despimos de todas essas armadilhas da vida encarnada, permitindo o andar do ar, do universo, independente de para que lado isso realmente ande, podemos estar prontos para receber um pouco de tudo que é nosso, de tudo que nos pertence, que foi feito para ser a nossa vida.
Receber as bênçãos, os sopros de tudo que existe para ser vivido, acredite, é MUITO mais saboroso do que manter o “controle” pelo que pode vir.
Deixe-se viver, deixe a vida fazer seu caminho, navegue, ao sabor das ondas, mesmo que por vezes pareça assustador, sempre existe luz, onde existe amor!
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