A nossa existência na Terra é como uma grande Escola. Cada etapa, cada vida corresponde a uma sala de aula, onde aprendemos constantemente com tudo o que vivemos.
Cada sala pode se dizer que tenha uma cor, aleatoriamente digamos que a sala atual, ops, a vida atual esteja, ou seja, a Sala Verde. A anterior a Sala Rosa, a próxima correspondendo à Amarela.
Então, estamos todos aqui, enquanto encarnados, aprendendo na sala Verde.
Quando ganhamos o direito de vir à vida na Terra, ganhamos de presente tudo que a vida pode nos oferecer, e para isso devemos andar por ela, descobrindo, seguindo pistas, desafios, túneis, morros, etc, etc, desbravando nossa vida, tão nossa!
Assim o fazemos normalmente, desde que nascemos. Vamos seguindo o que ela nos oferece, tropeçando nas raízes, caindo nos buracos, subindo e descobrindo os caminhos e seguindo em frente, “curtindo” cada situação vindoura. Só que por vezes, em alguns momentos sentimos que algo nos barra ou, nos puxa para trás, não nos permitindo seguir em frente com tanta facilidade como antes. Para cada pessoa esse momento é diferente e em épocas e situações muito próprias, mas sempre possível de ocorrer no decorrer do percurso pelas aventuras da “sala Verde”.
O que nos tranca são as “bolas de ferro”, acompanhadas das suas correntes, presas em nossos pés, bolas estas que contém as coisas deixadas para trás, os traumas, medos, raivas, toda sorte de desamores que vivemos, passamos, criamos, sentimos, sofremos, em algum ponto do passado. Para que possamos continuar pelos caminhos da Sala Verde, enfrentando todos os desafios, caminhos, trilhas, túneis, obstáculos, não podemos carregar de “arrasto” as bolas do passado. Até porque elas não passam da porta da sala verde. Temos que ir até elas, com AMOR, descobrir a senha do cadeado e deixar tanto a corrente quanto a bola para trás, para que desmanchem, desapareçam, desmaterializem-se, logo após soltas de nós. Pois elas sozinhas não existem, nós é que as mantemos existentes, “vivas”, presas ao nosso lado “sombra”.
Só que na maioria das vezes não nos damos conta disso e ficamos forçando a passagem, nos machucando e machucando outros à nossa volta, até que por fim vamos escolhendo outros caminhos, paralelos, vicinais, mas que não nos possibilitam mais nem acompanhar o passo dos que vieram para trilhar com a gente nem os desafios, descobertas e sucessos que a vida nos ofereceu ao nascer. Quando não conseguimos de modo algum nos livrarmos daquelas bolas, acabamos por seguir o caminho rente à parede, contornando toda a VIDA que nos esperava, deixando pra lá tudo de bom que ela nos ofereceria e vamos fazendo “de conta” que somos felizes, “de conta” que estamos sabendo o que fazemos, que “amamos” a vida.
Passamos encostados à parede até chegar na porta de saída, e posteriormente à Sala Amarela. Na próxima sala, da mesma forma entramos “com todo gás”, até que as bolas nos travam novamente e vamos novamente pro cantinho, arrastar a vida. Novamente. E por quantas e quantas vidas não fazemos a mesma coisa?
Felizes aqueles que conseguem, sozinhos, por APRENDIZADO mesmo, por conhecimento ou dor, retirar as bolas que prendem e seguir viagem, pulando entre as trilhas coloridas da Sala Verde, rumo à próxima aventura.
Para isso, o momento planetário nos oferece uma opção, que é o trabalho terapêutico, o estudo de si, da própria vida, a oportunidade de re-ver todos os conceitos, enfrentar os medos de frente, rever o conceito de amar, a si mesmo e a tudo que nos cerca. Junto com essa identificação do momento presente, para ver até se não são “bolas” criadas nessa mesma sala, que por serem TÃO grandes estão obstruindo a passagem, ou são restos de outras salas, que ainda não foram compreendidas, harmonizadas e teimam em acompanhar e travar a caminhada.
Se após essa breve, mas profunda análise, conseguimos compreender que existem situações, sentimentos e pensamentos que ultrapassam a capacidade racional de solução, educação, compreensão e consequentemente REAÇÃO, vamos para o processo de regressão terapêutica, onde, com toda a proteção energética, abrimos o acesso à memória inconsciente, onde estão guardadas todas as lembranças, onde estão todos os registros de tudo o que vivemos em todas as nossas vidas, tanto na Terra quanto fora dela, tanto com corpo material quanto não, ali estão todos os registros de nossa essência. Ao adentrar nos arquivos da essência, as situações que estiverem prontas para serem compreendidas vão se colocar em fila, se deixando ver, para que, após serem revistas, compreendidas, perdoadas pelo conhecimento, trazidas à dimensão em que foram sofridas ou , em que ocorreram (Terra, encarnado, matéria densa) poderão ser limpas, transmutadas, reorganizadas e cortados todos e quaisquer laços que ainda possam ter de dor e que possam causar aquelas correntes e bolas de ferro.
Desta forma, não sendo, mas por vezes até parecendo como um toque de mágica, aquela dor, aquele sofrer intenso, indescritível, mágoa, raiva até, que acompanhava há muito tempo desaparece, dá lugar a um bem estar verdadeiro, puro, duradouro. Até aquela dor física, defeito, fragilidade, doença mesmo, também vão desaparecendo, assim como as lembranças do que foi revisto.
Muito se pode falar sobre isso, mas por enquanto ficamos por aqui. Peço desculpas aos meus amigos, aos internautas que acessam este blog e posteriormente o site, por não estar alimentando-o com informações, textos, ou mesmo curiosidades de forma mais regular!
Nao vou prometer, mas vou tentar modificar essa rotina quase estática assim que o ano vindar!
Gosto de comparar os acontecimentos com um leite, onde quando queremos tomá-lo puro, limpo, leve, devemos deixar para ferver, até levar a nata até a borda da leiteira, onde ela pode ser separada do líquido do leite, deixando-o limpo e mais saboroso. Assim como o leite, a nossa vida também, para que possamos extirpar o mal, a dor, a tristeza e todos os consortes do desamor, devemos trazer à tona o que nos incomoda, o que tanto tentamos esconder, pois só assim poderemos levar uma vida mais tranqüila, feliz, mais realizadora e realizada, sem mais contar com aquelas “sujeiras” que nos incomodavam e impediam o caminhar. Mas, não podemos esquecer que assim como a nata do leite tem outra serventia, se tirada do líquido, e pode ser bem aproveitada, o “lixo” que tiramos de nossa enrolada vida também nos tem grande serventia. Vira conteúdo de pesquisa no nosso livro da vida, pra nunca mais esquecer o que não queremos mais, o que não precisamos mais, e ir em frente, sempre em direção à nossa escada eterna, eterna de conhecimento, amor, felicidade!
Myrtes
Nenhum comentário:
Postar um comentário